PICASSO, PICASSO,PICASSO

sábado, fevereiro 21, 2009

Darwin - bicentenário

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A visitar, a exposição comemorativa actualmente na Fundação Gulbenkian
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

de repente

"Secret de femme"in "mireilleturcot.chez-alice"
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Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes

terça-feira, fevereiro 17, 2009

identidade


"O Grito" - Eduard Munch


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Há os dias de olhar para trás. Sem balanços nessa mirada, tantas as luzinhas tremelicando em brilhos que inundam o caminho. Para mim é sempre assim. Cada ponto assombrando-me os passos, fantasmas que são carinhos a entretecer- me a vida e a história. Salpicos permanentes de afago e dor.

Não escolho as personagens que compõem o meu cenário. Todas se avolumam em séquito sem limites nem preferências. Abraço sem opções, o peito dorido no espanto de saber que, porque a todas amo, a todas traio, lhes forro as sombras com pedaços de alma que vou deixando pelo caminho. A própria identidade nesse amplexo.
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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

País Relativo

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Por referência do "Causa Nossa", visitei o "País Relativo" e gostei do seu pensamento lógico. É que esta questão da má-língua nacional já tresanda a mesquinhez de carácter. O diz-que-disse pretende julgamento popular e não justiça. Depressa os portugueses esqueceram a Inquisição e a Pide, veículo destruidor de inimigos ou, simplesmente,de rivais.
Os homens e mulheres conscientes esperam a prova, não matam o réu antes do julgamento.
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música


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as sete filhas de eva

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"E, para minha surpresa, descobri que todos nos encontramos interligados, através das nossas mães, a umas quantas mulheres que viveram há dezenas de milhares de anos."
Bryan Sykes, Prof. de Genética da Universidade de Oxford, escreveu estas linhas há uns seis ou sete anos, aquando da publicação do seu livro "As Sete Filhas De Eva". Como sempre que se rompe com o estabelecido ou se percorre um caminho marcado pela competividade entre pares, este cientista lutou muito para ver reconhecido todo o mérito da sua investigação, hoje já consensualmente aceite naquele meio.
O seu livro relata alguns passos da descoberta do ADN mitocondrial, a sua especificidade feminina e a importância fundamental na identificação da ancestralidade clânica por via materna.
Esqueça-se o velho orgulho masculino. Eu descenderei de "Velda, Tara ou Yasmine...", não importa. Porém, a energia que me move chega-me, 45 mil anos depois, dessa mulher, ainda hoje identificável no sangue que me dá vida.
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esta linha que nos une

Envendos, finais do séc. XIX ou início do século XX.

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Dúvidas

"Noite estrelada sobre o Ródano" ou "O Café" - Van Gogh

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Sempre julguei únicos certos momentos. Mas que pensar daqueles que não abandonam a alma?! Sem ontem nem amanhã.
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quarta-feira, janeiro 28, 2009

em tempos...


a praia, meados do séc.XX .


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Naquele tempo, a praia era outra coisa. Nem todos tinham ao pé da porta belos horizontes glaucos, ondas desmaiando num areal tinido por vozes infantis. Tudo era comedido e singular e a aventura ampliava-se pela estranheza.
O fim de semana escolhido nascia em ânsias, no cesto imenso comida farta, contrariando os cânones actuais. Poucos quereriam repetir o banho, quase castigo, que o banheiro orientava, insuficiente para nublar a alegria desses dias.
Ainda sinto o esmagar de areia sob os pés descalços, a corrida livre no espaço aberto, o lassar vago das peias tutorais.

Com Sophia de Mello Breyner:

"Há muito que deixei aquela praia

De grandes areais e grandes vagas

Mas sou eu ainda quem na brisa respira

E é por mim que espera cintilando a maré vasa

Há muito,

(...)"

terça-feira, janeiro 27, 2009

sábado, janeiro 24, 2009

escritas e leitores

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Lídia Jorge (por Vasco, tirada daqui)
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Ouvi, um destes dias, Lídia Jorge conversar sobre livros com F.J.Viegas. Avassaladora, a energia intelectual que me transmitiu. Fala com substância, cria emoção no ouvinte e passa-lhe a ânsia de saber e de experienciar. Denominador que se basta para uma personalidade interessante.
Confesso que lhe invejei a capacidade de escalpelizar o seu "bacKground" literário, a leitura profundamente analítica e a admiração por Faulkner e Virgílio Ferreira.
Entre os diversos entrevistados por F. J. Viegas, Lídia Jorge soube comunicar. Fez que me apeteça rebuscar arquivos, procurar esses autores, reinventá-los.

se não foste tu, foi teu pai...


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Os lobos espreitam....
Que final para a fábula?

pormenores

Tavira , portas do antigo mercado.
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por d'assis

quarta-feira, janeiro 21, 2009

o dia

a mensagem e o mito, ou os homens e a necessidade de deuses...

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Ainda não prestei a necessária atenção ao tão comentado e reinterpretado discurso de Obama. Cada um reinventa-o à sua medida, como acontece com evangelhos e tantos outros e díspares documentos. Pessoalmente - eu, que adoro a música das palavras! - atento mais na obra. E, com prazer o digo, acho inspiradoras as suas primeiras medidas.

terça-feira, janeiro 20, 2009

a neve

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Em Sursee, na Suiça (Susana).
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Linda, chega de Braga e foi há uma semana (Armando).
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segunda-feira, janeiro 19, 2009

paira no ar

Mação, em tempos idos...

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Velhinha, de idade incerta, esta imagem que se alonga mais do que as minhas origens. A rua e a casa - varandas de sacada a mostrar a sedução da Arte-Nova no interior beirão - eram as de meu pai e avós. A saudade de tempos não vividos é minha.
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Paira ainda no ar
A energia de que brotei,
Reproduzida,
Inflamada,
Transformada,
Acrescentada,
Mas sempre nela
O fermento
Que me identifica.
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Entre-Mãos

"não sabia que podia..."
No livro de Richard Dawkins, "A Desilusão de Deus"aparece-nos, logo nas primeiras páginas, uma historia de oportunidades falhadas: "Não sabia que podia"...
Não sabemos que podemos demasiadas vezes na vida. Triplicaríamos o vivido, o conhecimento, as alegrias breves dos momentos felizes. As tristezas e desilusões também, mas, sempre, valendo a pena.
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quinta-feira, janeiro 15, 2009

terça-feira, janeiro 13, 2009

hoje

A chuva estava prometida para Lisboa, mas o Sol aí está, quase aberto, afagador. Sinto-me desagriolhada, após tantos dias de frio embotante. Vou lá fora espanejar a alma, sem horas nem rotinas, desobrigada, aproveitar a tua ausência. Por vezes, a solidão pode ser saborosa.
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